Área de atuação

Dor de cabeça e enxaqueca

Quem convive com dor de cabeça frequente sabe o quanto ela cansa e bagunça os planos. Com o diagnóstico certo, é possível ter menos crises e mais controle da rotina.

Em resumo

Dor de cabeça é muito comum, mas quando se repete merece avaliação, e não só analgésico por conta própria. Na consulta, o neurologista identifica o tipo de dor, afasta causas que precisam de atendimento urgente e monta um plano para tratar as crises e, quando preciso, preveni-las, diminuindo o impacto na rotina.

Pessoa sentada junto à janela com a mão apoiada na têmpora, em ambiente calmo

Entenda, em palavras simples

Cefaleia é o nome médico da dor de cabeça, um dos sintomas mais comuns da medicina. Na maioria das vezes ela é primária, ou seja, a própria dor é a doença, como na enxaqueca e na cefaleia do tipo tensional. Em menos casos, a dor vem de outro problema, e é para reconhecer essas situações que existem os sinais de alerta.

Tomar analgésico por conta própria com muita frequência pode esconder o problema e até aumentar a dor. Esse quadro tem nome: cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Para tratar bem, é preciso entender o padrão da dor, os hábitos da pessoa e como ela responde aos remédios.

Queixas comuns na consulta

  • Dor latejante de um lado da cabeça, com enjoo e incômodo com luz ou barulho
  • Dor em aperto dos dois lados, ligada a tensão e cansaço
  • Crises que se repetem várias vezes por mês
  • Precisar de analgésico com muita frequência
  • Aura: pontos brilhantes, linhas em zigue-zague ou formigamento antes da dor

Quando procurar o neurologista

  • Dor que volta com frequência e atrapalha trabalho, estudo ou sono
  • Analgésico em muitos dias do mês
  • Dor diferente do seu padrão de sempre
  • Dor de cabeça que começou depois dos 50 anos

Procure atendimento de urgência

  • Dor súbita e muito forte, a pior da vida, que chega ao máximo em segundos ou minutos
  • Dor com febre e nuca rígida
  • Dor com fraqueza, dormência, alteração da fala ou da visão, ou confusão
  • Dor depois de uma pancada na cabeça
  • Dor com desmaio ou convulsão

Em emergências, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

Como é a consulta

O diagnóstico da dor de cabeça é principalmente clínico. A conversa detalhada e o exame neurológico respondem à maior parte das perguntas.

  • Como é a dor: local, duração, intensidade e o que vem junto com ela
  • Gatilhos, sono, alimentação, estresse e remédios em uso
  • Exame neurológico completo
  • Exames de imagem só quando há indicação, solicitados pelo neurologista
  • Diário da dor para acompanhar a evolução

Como é o tratamento

O plano é feito para cada pessoa. Ele junta o tratamento da crise, a prevenção quando as crises são frequentes e ajustes nos hábitos.

  • Tratamento certo para a crise, sem exagerar nos analgésicos
  • Tratamento preventivo quando as crises são frequentes ou incapacitantes
  • Identificação de gatilhos com a ajuda do diário da dor
  • Orientação sobre sono, alimentação, hidratação e atividade física
  • Retornos para ajustar o plano conforme a resposta

Perguntas frequentes

01Enxaqueca tem cura?

A enxaqueca é uma condição crônica, mas pode ser bem controlada. Com o tratamento adequado, muita gente consegue diminuir bastante a frequência e a força das crises.

02Preciso fazer tomografia para investigar minha dor de cabeça?

Nem sempre. Na maioria das dores de cabeça primárias, a história e o exame neurológico bastam. Exames de imagem são pedidos quando há sinais de alerta ou quando o padrão da dor muda.

03Tomar remédio para dor de cabeça toda semana faz mal?

Pode fazer. O uso frequente de analgésicos pode causar a cefaleia por uso excessivo de medicamentos, em que a dor aparece ainda mais vezes. Se você precisa de analgésico em muitos dias do mês, é hora de passar por uma avaliação.

Conteúdo informativo revisado pelo Dr. Avelino Júnior (CRM-CE 7555 · RQE 5115). Não substitui a consulta médica.

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