Área de atuação

Epilepsia e crises epilépticas

Uma crise assusta quem passa por ela e quem está por perto. Com diagnóstico e tratamento regular, a maioria das pessoas consegue controlar as crises.

Em resumo

Epilepsia é uma condição do cérebro que provoca crises epilépticas repetidas e pode ter várias causas. O diagnóstico usa a descrição das crises, o exame neurológico e exames como o eletroencefalograma. Com tratamento regular, a maioria das pessoas consegue controlar ou reduzir bastante as crises e manter a rotina de trabalho, estudo e convívio.

Pessoa lendo um livro no sofá junto à janela, em momento tranquilo do dia a dia

Entenda, em palavras simples

Uma crise epiléptica acontece quando um grupo de neurônios dispara de forma excessiva e ao mesmo tempo. Pode ser uma convulsão, mas também pode aparecer como ausências, movimentos repetitivos, sensações estranhas ou breves alterações da consciência.

A epilepsia ainda é cercada de preconceito e informação errada. Entender a doença e seguir o tratamento com regularidade deixa o paciente e a família mais seguros no dia a dia.

Como as crises podem se manifestar

  • Convulsão, com perda da consciência e abalos no corpo
  • Olhar parado, como se a pessoa se desligasse por alguns segundos
  • Movimentos repetitivos, como mastigar ou mexer na roupa
  • Sensações súbitas e estranhas: um cheiro, a impressão de já ter vivido aquilo, um desconforto no estômago
  • Confusão ou sonolência depois do episódio

Quando procurar o neurologista

  • Depois de uma primeira crise, para investigar a causa
  • Crises que continuam mesmo com o tratamento
  • Efeitos colaterais dos remédios
  • Planos de gravidez, mudanças na rotina ou dúvidas sobre dirigir e trabalhar

Procure atendimento de urgência

  • Crise que dura mais de 5 minutos, ou crises seguidas sem a pessoa recuperar a consciência (ligue 192)
  • Primeira crise da vida
  • Crise com ferimento, dentro da água ou durante a gravidez
  • Dificuldade para respirar, ou a pessoa não recupera a consciência depois da crise

Em emergências, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

Como é a consulta

O relato de quem viu a crise é uma das informações mais valiosas. Se alguém conseguir filmar o episódio, o vídeo ajuda muito.

  • Descrição das crises e do que acontece antes e depois delas
  • Exame clínico e neurológico
  • Eletroencefalograma e ressonância magnética, solicitados quando indicados
  • Investigação das causas e do que costuma desencadear as crises

Como é o tratamento

O objetivo é controlar as crises com o mínimo de efeitos colaterais, com acompanhamento contínuo.

  • Escolha do medicamento anticrise de acordo com cada caso
  • Orientação sobre tomar o remédio nos horários certos, sono, álcool e outros gatilhos
  • Orientação à família sobre o que fazer durante uma crise
  • Atenção à saúde emocional e à rotina de trabalho e estudo
  • Encaminhamento a serviços especializados quando as crises não respondem ao tratamento

Perguntas frequentes

01Tive uma crise. Isso quer dizer que tenho epilepsia?

Não necessariamente. Uma crise isolada pode ter uma causa pontual. Fala-se em epilepsia quando há risco de novas crises, e a avaliação neurológica ajuda a definir isso.

02Epilepsia tem controle?

Sim. A maioria das pessoas com epilepsia consegue controlar as crises com o tratamento adequado e tomando a medicação com regularidade.

03O que fazer se alguém tiver uma convulsão na minha frente?

Proteja a cabeça da pessoa, afaste objetos, vire-a de lado e marque o tempo. Não coloque nada na boca dela e não tente segurar os movimentos. Se a crise passar de 5 minutos, ligue 192.

Conteúdo informativo revisado pelo Dr. Avelino Júnior (CRM-CE 7555 · RQE 5115). Não substitui a consulta médica.

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