Dor de cabeça pode causar desmaio?
Dor de cabeça pode causar desmaio? Entenda a reação vasovagal, o papel da respiração acelerada e quando o desmaio com dor pede atendimento urgente.
Ler artigoDor de cabeça e enxaqueca

A dor de cabeça é sinal de alerta quando começa de repente e muito forte, vem com febre e rigidez na nuca, fraqueza, confusão, alteração da fala ou da visão, desmaio, ou surge depois de uma pancada na cabeça. Também deve ser avaliada quando muda de padrão, piora com o tempo ou aparece pela primeira vez depois dos 50 anos.
Quase todo mundo já teve dor de cabeça, e na imensa maioria das vezes ela não indica nada grave. Alguns sinais, porém, mostram que a dor pode ter uma causa que precisa ser investigada logo. Conhecer esses sinais ajuda você a não se assustar à toa e também a não deixar passar o que merece atenção.
Na dor de cabeça primária, a própria dor é a doença. Na secundária, ela é sintoma de outro problema de saúde. Essa divisão vem da classificação internacional das cefaleias (cefaleia é o nome médico da dor de cabeça) e ajuda o médico a organizar o raciocínio.
As primárias são, de longe, as mais comuns. Os sinais de alerta existem justamente para reconhecer as situações em que uma causa secundária fica mais provável.
Os sinais de alerta são características da dor, ou sintomas que aparecem junto com ela, que aumentam a chance de haver outra doença por trás. Muitos médicos usam a sigla em inglês SNOOP para lembrar os principais grupos. Traduzindo para o dia a dia:
Há outras situações que também pedem avaliação. Dor de cabeça depois de uma pancada na cabeça é uma delas. Febre com rigidez na nuca e incômodo com a luz é outra, assim como dor intensa com vômitos que não param.
Não. A intensidade, sozinha, não diz se a causa é grave. Uma crise de enxaqueca pode ser muito forte, durar horas e vir com enjoo e incômodo com a luz, sem que haja qualquer lesão no cérebro.
O médico olha para o conjunto: como a dor começou, se ela se parece com as dores que você já conhece e se há outros sintomas. Pense em duas pessoas. Uma tem enxaqueca há anos, com crises parecidas entre si. A outra nunca teve dor de cabeça e, de repente, sente uma dor explosiva. A segunda situação preocupa muito mais.
Se você já tem diagnóstico de enxaqueca ou de outra dor de cabeça primária, preste atenção principalmente às mudanças. Uma crise com sintomas novos, uma dor com características que você nunca sentiu ou uma piora progressiva que não responde ao que antes funcionava são motivos para procurar avaliação.
A investigação começa pela conversa e pelo exame neurológico. O neurologista pergunta como a dor começou, onde dói, quanto tempo dura, o que alivia e o que piora, quais remédios você toma e com que frequência, e se aparecem outros sintomas. Depois, examina força, sensibilidade, reflexos, equilíbrio, coordenação e visão.
Na maioria das dores de cabeça primárias, essa avaliação basta para chegar ao diagnóstico, sem necessidade de exames de imagem. Quando há sinais de alerta ou alguma dúvida, o neurologista solicita e interpreta os exames indicados, como tomografia ou ressonância do crânio e exames de sangue. Nas emergências, a investigação é feita no pronto-socorro.
Um recurso simples ajuda muito na consulta: o diário de dor de cabeça. Anote os dias de dor, a intensidade, a duração, os remédios que tomou e o que pode ter desencadeado a crise. Essas anotações mostram ao médico um retrato bem mais fiel do que a memória.
Procure um neurologista quando a dor de cabeça for frequente, atrapalhar o trabalho, o sono ou o lazer, ou tiver mudado de padrão, mesmo sem sinais de emergência. Algumas situações comuns:
Com o diagnóstico certo, dá para montar um plano de tratamento para o seu caso, que pode incluir remédios para as crises, prevenção e ajustes na rotina. Saiba mais sobre a avaliação de dor de cabeça e enxaqueca.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
Não deve ser encarada como normal. Dor de cabeça na maior parte dos dias do mês pode indicar uma cefaleia crônica, como a enxaqueca crônica, ou a cefaleia causada pelo uso excessivo de analgésicos. Uma avaliação ajuda a descobrir a causa e ajustar o tratamento.
Na maioria das pessoas, a pressão alta não causa dor de cabeça. Já uma subida muito forte e repentina da pressão pode provocar dor e outros sintomas, e é tratada como urgência. Quem tem hipertensão deve manter o acompanhamento com o seu médico.
Não. A maior parte das dores de cabeça é diagnosticada pela conversa e pelo exame neurológico. Exames de imagem entram quando há sinais de alerta ou quando o médico precisa esclarecer uma dúvida específica.
Muitas vezes a dor vem de uma infecção comum, como gripe ou sinusite. Mas febre com rigidez na nuca, incômodo com a luz, confusão ou manchas na pele que não somem ao apertar exige atendimento de emergência, porque pode ser meningite.
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