Área de atuação

Doença de Parkinson e tremores

Perceber um tremor ou uma lentidão que não existia costuma trazer medo. A avaliação neurológica ajuda a esclarecer se é Parkinson ou outra causa.

Em resumo

A doença de Parkinson é uma doença neurológica degenerativa que afeta sobretudo os movimentos, com lentidão, rigidez e tremor em repouso. O diagnóstico é clínico, feito pelo neurologista a partir da história e do exame. Ainda não tem cura, mas o tratamento alivia os sintomas e ajuda a pessoa a manter a independência.

Mãos de um homem mais velho segurando uma xícara de café sobre mesa de madeira

Entenda, em palavras simples

O Parkinson acontece pela perda gradual de neurônios que produzem dopamina, substância que o cérebro usa para controlar os movimentos. Os sintomas começam de forma discreta e costumam piorar devagar, ao longo de anos.

Nem todo tremor é Parkinson. O tremor essencial e os tremores causados por ansiedade, cafeína, tireoide ou remédios são bem mais comuns. A avaliação separa essas situações, para que o diagnóstico não atrase e ninguém se preocupe à toa.

Sintomas mais comuns

  • Lentidão para começar e fazer os movimentos
  • Tremor em repouso, que costuma começar de um lado
  • Rigidez nos músculos
  • Passos curtos, braços que balançam menos ao andar e desequilíbrio
  • Letra que vai ficando menor
  • Sintomas não motores: perda do olfato, intestino preso, alterações do sono e do humor

Quando procurar o neurologista

  • Tremor que não passa ou que vem aumentando
  • Lentidão, rigidez ou mudança no jeito de andar
  • Quedas ou desequilíbrio sem motivo aparente
  • Diagnóstico já feito, com necessidade de acompanhamento e ajuste do tratamento

Como é a consulta

O diagnóstico se baseia na história e em um exame neurológico detalhado. Exames complementares servem para afastar outras causas.

  • Exame dos movimentos, do tônus muscular, da marcha e do equilíbrio
  • Revisão de remédios que podem causar sintomas parecidos
  • Exames solicitados quando necessário para descartar outras doenças
  • Atenção aos sintomas não motores, como sono, humor e intestino

Como é o tratamento

O acompanhamento é contínuo e vai sendo ajustado à evolução e à rotina de cada pessoa.

  • Medicamentos que repõem ou imitam a ação da dopamina
  • Atividade física regular e fisioterapia, que fazem parte do tratamento
  • Fonoaudiologia e terapia ocupacional quando indicadas
  • Atenção ao humor, ao sono e ao apoio da família
  • Reavaliações para ajustar doses e horários

Perguntas frequentes

01Todo tremor é sinal de Parkinson?

Não. O tremor essencial e os tremores ligados a ansiedade, cafeína, tireoide ou remédios são mais comuns. O tremor do Parkinson costuma aparecer com a mão parada, em repouso, e vem junto com lentidão e rigidez.

02Tem algum exame que confirma Parkinson?

Em geral, não. O diagnóstico é feito pelo neurologista com base na história e no exame. Exames de imagem e de laboratório servem principalmente para afastar outras causas.

03Fazer exercício ajuda quem tem Parkinson?

Sim. A atividade física regular é recomendada e ajuda na mobilidade, no equilíbrio e no bem-estar de quem tem Parkinson.

Conteúdo informativo revisado pelo Dr. Avelino Júnior (CRM-CE 7555 · RQE 5115). Não substitui a consulta médica.

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