Área de atuação

Demência e queixas de memória

Ver a memória de alguém que você ama mudar assusta, e muitas vezes a família não sabe por onde começar. A primeira consulta serve para entender o que está acontecendo e o que pode ser feito.

Em resumo

Nem todo esquecimento é demência. Na consulta, o neurologista conversa com o paciente e com a família, faz o exame neurológico e aplica testes de memória padronizados. O objetivo é descobrir a causa, tratar o que for tratável e montar um plano que ajude a pessoa a manter a autonomia pelo maior tempo possível.

Mãos de uma pessoa idosa segurando um álbum de fotos, com a mão de um familiar apoiada sobre as dela

Entenda, em palavras simples

Demência é o nome de um grupo de doenças que afetam, aos poucos, a memória, o raciocínio, a linguagem e o comportamento, até atrapalhar as tarefas do dia a dia. É um dos motivos mais frequentes de consulta neurológica em pessoas idosas e ainda desperta muito medo.

O Alzheimer é a forma mais comum, mas existem outras: a demência vascular, a demência com corpos de Lewy e a demência frontotemporal. Há também quadros que parecem demência e melhoram com tratamento, como falta de vitamina B12, problemas de tireoide, depressão e efeito de remédios. Por isso, a investigação vem antes de qualquer conclusão.

Sinais que merecem atenção

  • Esquecer fatos recentes, repetir as mesmas perguntas ou histórias
  • Dificuldade para planejar, lidar com dinheiro ou seguir uma receita
  • Se perder em lugares conhecidos ou confundir datas
  • Dificuldade para encontrar as palavras numa conversa
  • Mudanças de humor, irritação, apatia ou desconfiança sem motivo
  • Deixar de lado atividades e hobbies de que a pessoa gostava

Quando procurar o neurologista

  • Quando os esquecimentos começam a atrapalhar o dia a dia ou a família já percebeu a mudança
  • Quando alguém com mais de 60 anos muda de comportamento ou de personalidade
  • Quando o diagnóstico já existe e é preciso acompanhar a evolução e ajustar o tratamento

Procure atendimento de urgência

  • Confusão mental que aparece de repente, em horas ou poucos dias
  • Piora rápida da memória com febre, sonolência ou depois de uma queda
  • Fraqueza de um lado do corpo, fala enrolada ou boca torta

Em emergências, ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.

Como é a consulta

A consulta começa com uma conversa longa, de preferência com um familiar que conviva com o paciente. Depois vêm o exame neurológico e os testes cognitivos padronizados.

  • História dos sintomas: quando começaram e como mudaram
  • Revisão de todos os remédios em uso
  • Testes de rastreio da memória aplicados durante a consulta
  • Exames de sangue e de imagem do cérebro, solicitados quando indicados
  • Encaminhamento para avaliação neuropsicológica, se necessário

Como é o tratamento

Os remédios são só uma parte do tratamento. O plano também procura manter a pessoa independente pelo maior tempo possível e dar apoio a quem cuida dela no dia a dia.

  • Medicamentos, quando indicados, com acompanhamento dos efeitos
  • Controle do que piora a memória, como sono ruim, pressão alta e depressão
  • Orientação à família sobre comunicação, rotina e segurança em casa
  • Indicação de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição ou psicologia, conforme a necessidade
  • Reavaliações periódicas para acompanhar a evolução e rever o plano com a família

Perguntas frequentes

01Esquecer onde deixei a chave é sinal de demência?

Nem sempre. Esquecimentos de vez em quando são comuns, sobretudo com cansaço, estresse ou noites mal dormidas. O sinal de alerta é quando eles ficam frequentes, pioram com o tempo ou começam a atrapalhar as tarefas do dia a dia.

02Demência tem cura?

A maioria das demências degenerativas, como o Alzheimer, não tem cura, mas tem tratamento. Já algumas causas de perda de memória, como falta de vitamina B12 ou problemas de tireoide, podem melhorar quando tratadas. É por isso que vale investigar.

03Preciso levar alguém da família na consulta?

Sim, sempre que possível. Quem convive com o paciente costuma notar mudanças que ele mesmo não percebe. Essas informações ajudam muito no diagnóstico e na hora de montar o plano de tratamento.

Conteúdo informativo revisado pelo Dr. Avelino Júnior (CRM-CE 7555 · RQE 5115). Não substitui a consulta médica.

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