Como é feita a avaliação da memória no consultório?
Saiba como é feita a avaliação da memória com o neurologista, da conversa com a família aos testes e exames, e como se preparar para a consulta.
Ler artigoDemência e memória

A família ajuda quem tem demência quando fala devagar e com frases curtas, mantém uma rotina previsível, adapta a casa para evitar quedas e acidentes e deixa a pessoa fazer o que ainda consegue. Dividir as tarefas, olhar pela saúde de quem cuida e contar com o médico e outros profissionais também faz diferença.
O diagnóstico de demência muda a rotina da família inteira, e não só a do paciente. Aparecem dúvidas práticas, medo do futuro e, muitas vezes, a sensação de não saber por onde começar. Atitudes simples, repetidas no dia a dia, fazem diferença real no bem-estar de quem tem a doença e de quem cuida.
Fale devagar, em frases curtas, olhando nos olhos e dando tempo para a pessoa responder. Com a doença, o cérebro processa as informações mais lentamente, e perguntas feitas em sequência rápida deixam a pessoa pressionada.
Algumas atitudes que costumam ajudar:
Irritação ou desconfiança costumam ser efeito da doença. Não são algo pessoal contra você. Entender isso ajuda a família a reagir com mais paciência e menos culpa.
Uma rotina previsível dá segurança a quem tem demência, porque diminui a confusão e a ansiedade. Horários regulares para acordar, comer, tomar banho, tomar os remédios e dormir servem de apoio para a memória.
Ao mesmo tempo, deixe a pessoa fazer o que ainda consegue. Fazer tudo por ela parece carinho, mas acelera a perda de habilidades e mexe com a autoestima. O melhor caminho é adaptar as tarefas em vez de tirá-las:
Assuntos importantes, como dinheiro, direção de veículos e documentos legais, devem ser conversados cedo, enquanto a pessoa ainda consegue participar das decisões.
A casa fica mais segura quando se reduz o risco de quedas, de acidentes e de a pessoa se perder. Pequenas mudanças já ajudam muito:
O que a casa precisa muda com o tempo. Conforme a doença avança, vale olhar de novo para cada cômodo.
Sim. Cuidar de alguém com demência é uma tarefa longa e pesada, e quem cuida pode adoecer se não tiver apoio. A saúde do cuidador faz parte do tratamento, porque ela afeta diretamente o cuidado que o paciente recebe.
Fique atento aos sinais de sobrecarga:
Para aliviar a carga, divida as tarefas entre os familiares de forma clara (quem leva às consultas, quem cuida dos remédios, quem fica no fim de semana). Reserve pausas no dia, mantenha o seu próprio acompanhamento de saúde e procure grupos de apoio a cuidadores, presenciais ou online. Aceitar ajuda permite cuidar melhor e por mais tempo.
O cuidado de quem tem demência envolve profissionais de diferentes áreas, cada um responsável por uma parte das necessidades do paciente e da família:
Nem todos são necessários ao mesmo tempo. As indicações mudam conforme a fase da doença e o que cada família precisa. Saiba mais sobre esse acompanhamento na área de demência e memória.
Procure o neurologista sempre que surgirem mudanças novas ou mais fortes, como piora rápida da memória, agitação, agressividade, alucinações, alterações importantes do sono, perda de apetite, quedas ou dificuldade para engolir. Essas mudanças podem ter causas tratáveis, como dor, infecção, efeito de remédios ou depressão.
As consultas de acompanhamento também são o momento de a família tirar dúvidas, contar o que tem observado em casa e rever o plano de cuidados. Para entender como funciona essa avaliação, leia Como é feita a avaliação da memória no consultório?.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.
Na maioria dos casos, sim, com delicadeza e de um jeito que a pessoa consiga compreender. Saber do diagnóstico permite que ela participe das decisões sobre o próprio futuro. A forma e o momento dessa conversa podem ser planejados com o médico.
Responda de forma curta e tranquila, como se fosse a primeira vez. A repetição costuma vir da ansiedade ou do esquecimento, e não de teimosia. Escrever a resposta num quadro à vista ou puxar outra atividade também pode ajudar.
Depende da fase da doença e dos riscos. No início, algumas pessoas conseguem, com supervisão e apoio. Com a evolução, esquecer o fogão ligado, errar os remédios ou se perder na rua mostram que é preciso mais acompanhamento.
Sim. O Ministério da Saúde informa que o SUS oferece acompanhamento e medicamentos para a doença de Alzheimer em serviços de referência. A família pode se informar na unidade básica de saúde mais próxima.
Publicado em · Revisado em . Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Leia também

Saiba como é feita a avaliação da memória com o neurologista, da conversa com a família aos testes e exames, e como se preparar para a consulta.
Ler artigo
Nem todo esquecimento é demência. Veja a diferença entre envelhecimento normal, o comprometimento cognitivo leve e a demência, e as causas tratáveis.
Ler artigo
Demência não se resume a esquecimento. Conheça sinais precoces no humor, na personalidade, na iniciativa, na linguagem e no planejamento da rotina.
Ler artigoAgendamento
Veja as condições do atendimento e agende pelo WhatsApp, no consultório em Fortaleza ou por telemedicina.