Como funciona o eletroencefalograma (EEG) e quando ele é pedido?
Entenda como funciona o eletroencefalograma (EEG), o que ele registra, como se preparar, quando é pedido e por que um EEG normal não descarta epilepsia.
Ler artigoEpilepsia

Na maioria dos casos, sim. Com diagnóstico correto e tratamento seguido todos os dias, a maior parte das pessoas com epilepsia controla as crises e estuda, trabalha, pratica atividade física e se relaciona normalmente. Algumas atividades pedem cuidados extras, e dirigir ou planejar uma gravidez exige orientação do neurologista.
O diagnóstico de epilepsia costuma vir acompanhado de perguntas sobre o futuro: trabalho, estudo, esporte, carteira de motorista, filhos. A doença foi cercada de mitos por muito tempo, e o preconceito ainda pesa, às vezes mais que as próprias crises. Com informação e acompanhamento, a maioria das pessoas leva uma rotina muito parecida com a de antes.
Sim. A maioria das pessoas com epilepsia consegue controlar as crises com o tratamento certo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 70% das pessoas com epilepsia poderiam ficar sem crises se fossem diagnosticadas e tratadas adequadamente.
O neurologista escolhe o tratamento conforme o tipo de epilepsia, a idade, outras doenças, os demais remédios em uso e os planos de vida de cada pessoa. Às vezes é preciso ajustar a dose ou trocar de medicamento algumas vezes até acertar.
Quando as crises continuam mesmo com o uso correto de dois medicamentos bem indicados, fala-se em epilepsia de difícil controle. Ainda assim há caminhos, como cirurgia, dietas específicas e técnicas de neuroestimulação, avaliados em serviços especializados.
Tomar o remédio todos os dias, no horário combinado, é o que mais protege contra novas crises. Esquecer doses é uma das causas mais comuns de crise em quem estava controlado.
Alarme no celular e porta-comprimidos semanal ajudam a não esquecer. Nunca reduza nem pare o remédio por conta própria, mesmo depois de muito tempo sem crises, porque a interrupção brusca pode provocar crises prolongadas. Se aparecer algum efeito colateral, fale com o neurologista em vez de suspender.
Conte a outros médicos e ao dentista que você tem epilepsia, porque alguns medicamentos interagem entre si. E, se puder, mantenha um diário com a data e a hora de cada crise e o que pode ter contribuído para ela.
Os gatilhos mais comuns são dormir pouco, beber álcool e esquecer o remédio. Conhecer os seus próprios gatilhos ajuda a diminuir o risco.
Sim. A maioria das pessoas com epilepsia estuda, trabalha e faz atividade física. Os cuidados dependem sobretudo de quanto as crises estão controladas e do tipo de atividade.
No trabalho, funções em altura, com máquinas perigosas ou que envolvem dirigir podem exigir restrições, conforme o controle das crises. Na maior parte das profissões, não há impedimento.
A atividade física regular é recomendada. Caminhada, corrida, musculação, bicicleta em lugar seguro e esportes coletivos costumam ser possíveis. Natação, só acompanhado, em local com salva-vidas ou com alguém que saiba da sua condição. Mergulho, escalada e esportes em altura pedem avaliação individual. Em casa, prefira o chuveiro à banheira, tenha atenção redobrada no fogão e evite trancar a porta do banheiro.
Falar abertamente sobre a epilepsia com colegas, professores e amigos, e ensinar o que fazer numa crise, costuma diminuir o medo e o preconceito. Epilepsia não é contagiosa, não é doença mental e não diminui a inteligência. As orientações de primeiros socorros estão em o que fazer durante uma crise epiléptica.
Muitas pessoas com epilepsia podem dirigir e engravidar, mas as duas coisas pedem avaliação e planejamento com o neurologista.
Poder dirigir depende do controle das crises, do tipo de epilepsia e da avaliação médica, dentro das regras de trânsito em vigor, que definem o que é exigido para tirar ou renovar a habilitação. Enquanto as crises não estão controladas, dirigir põe em risco a própria pessoa e os outros. Converse sobre o seu caso com o neurologista antes de pegar o volante.
A maioria das mulheres com epilepsia tem gestações e bebês saudáveis. O ideal é planejar com antecedência, porque alguns medicamentos anticrise podem afetar o desenvolvimento do bebê e precisam ser ajustados antes da concepção. O médico também pode indicar suplementação vitamínica antes de engravidar. Alguns remédios para epilepsia e alguns anticoncepcionais interferem uns nos outros, o que também entra na conversa. Se descobrir uma gravidez, não pare o medicamento por conta própria. Procure o neurologista o quanto antes, porque uma crise durante a gestação também traz riscos.
Procure o neurologista quando as crises mudarem de jeito ou ficarem mais frequentes, quando surgir um efeito colateral incômodo, quando houver planos de gravidez ou dúvidas sobre trabalho, esporte e direção. Quem continua tendo crises mesmo tomando os remédios corretamente deve ser reavaliado, às vezes com exames que o neurologista solicita e interpreta.
As consultas de retorno também servem para rever o diagnóstico, adaptar o tratamento a cada fase da vida e, quando possível, discutir a retirada gradual dos remédios depois de longos períodos sem crises. A página sobre epilepsia traz mais informações.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Algumas formas de epilepsia deixam de dar crises com o tempo, e parte das pessoas consegue, com orientação médica, retirar os remédios depois de anos sem crises. Em outros casos, o tratamento continua por longo prazo. O neurologista avalia cada situação.
O álcool em excesso aumenta o risco de crises e pode interagir com os medicamentos. Algumas pessoas são orientadas a evitar totalmente. Converse com o neurologista, que vai considerar o tipo de epilepsia e o tratamento em uso.
Não. A epilepsia não passa de uma pessoa para outra, nem pelo contato com a saliva durante uma crise. Esse mito é um dos que mais alimentam o preconceito.
Na maioria dos casos, sim. Exercício regular faz bem para a saúde geral e para o humor. Evite treinar depois de uma noite sem dormir ou desidratado e, nos exercícios com peso, tenha alguém por perto.
Publicado em · Revisado em . Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Leia também

Entenda como funciona o eletroencefalograma (EEG), o que ele registra, como se preparar, quando é pedido e por que um EEG normal não descarta epilepsia.
Ler artigo
Saiba o que fazer durante uma crise epiléptica, o que nunca fazer, como proteger a pessoa e quando chamar o SAMU 192, com dicas de primeiros socorros.
Ler artigo
Veja como a família pode ajudar quem tem demência na conversa, na rotina, na segurança da casa e na autonomia, sem esquecer da saúde de quem cuida.
Ler artigoAgendamento
Veja as condições do atendimento e agende pelo WhatsApp, no consultório em Fortaleza ou por telemedicina.