O que fazer (e o que não fazer) durante uma crise epiléptica?
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O eletroencefalograma (EEG) é um exame indolor que registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo. É pedido principalmente para investigar epilepsia e outras alterações da consciência. Um EEG normal não descarta epilepsia, por isso o resultado é sempre interpretado junto com a história clínica.
O eletroencefalograma, ou EEG, é um dos exames mais pedidos quando se investigam crises epilépticas. Como envolve fios presos à cabeça, muita gente chega ansiosa, com medo de levar choque ou sentir dor. Saber como ele funciona ajuda a fazer o exame mais tranquilo e a entender o que o resultado pode, e o que não pode, dizer.
O eletroencefalograma é um exame que registra a atividade elétrica do cérebro. Os neurônios se comunicam por pequenos sinais elétricos, e o EEG capta esses sinais pelo couro cabeludo e os transforma em traçados em forma de ondas.
O aparelho apenas registra. Ele não manda corrente elétrica para o corpo, não dá choque e não usa radiação. Ao analisar os traçados, o médico observa o ritmo de fundo do cérebro, como ele muda entre a vigília e o sono e se aparecem padrões anormais, como as descargas típicas da epilepsia ou áreas funcionando mais devagar.
O EEG é feito com a pessoa deitada ou sentada numa poltrona, com pequenos eletrodos presos ao couro cabeludo por uma pasta ou um gel. Os eletrodos ficam ligados a um aparelho que registra a atividade do cérebro. Não dói. A pasta, no máximo, deixa o cabelo grudento.
O exame é feito em clínicas e laboratórios especializados, indicados pelo médico, e não no consultório do neurologista. O papel do neurologista é pedir o EEG quando ele pode ajudar, escolher o tipo de registro e, depois, interpretar o laudo junto com a sua história e o exame neurológico.
Durante o registro, a pessoa fica de olhos fechados e o mais quieta possível. O técnico pode pedir algumas tarefas, as manobras de ativação, que ajudam a revelar alterações: abrir e fechar os olhos algumas vezes, respirar fundo e rápido por alguns minutos (hiperventilação), olhar para uma luz que pisca em ritmos diferentes (fotoestimulação) e, em alguns tipos de exame, cochilar.
O neurologista escolhe a modalidade conforme a dúvida que precisa responder:
O preparo é simples, mas vale sempre o que a clínica ou o laboratório orientar na hora de marcar, porque os protocolos mudam de um serviço para outro. Em linhas gerais:
O neurologista pede o EEG principalmente para investigar e acompanhar a epilepsia. O exame ajuda a reforçar o diagnóstico, a identificar o tipo de epilepsia e a orientar a escolha do tratamento.
Ele também pode ser útil em desmaios, "ausências", episódios de confusão ou comportamento estranho sem causa clara, para diferenciar crise epiléptica de outros problemas. Em pacientes internados, ajuda a avaliar confusão que não passa. E entra na investigação de encefalite (a inflamação do cérebro) e de outras condições que alteram o funcionamento cerebral.
Não. O EEG de rotina registra só alguns minutos da atividade do cérebro, e muitas pessoas com epilepsia têm o traçado normal fora das crises.
Por isso o diagnóstico de epilepsia se apoia principalmente na história: como foram as crises, o que a pessoa sentiu antes e depois, o relato de quem viu e, quando existe, um vídeo do episódio. Se a dúvida continua, o neurologista pode pedir um novo EEG, um registro com sono, um EEG prolongado ou um vídeo-EEG.
O contrário também acontece. Algumas alterações leves aparecem no EEG de pessoas que nunca tiveram uma crise e, sozinhas, não significam epilepsia. O resultado só faz sentido quando o neurologista o lê dentro do contexto de cada paciente. Para saber como agir diante de uma crise, veja o que fazer durante uma crise epiléptica.
Procure um neurologista se você teve perda de consciência, abalos no corpo, "desligamentos" repetidos ou sensações estranhas que se repetem, mesmo que já tenha feito um EEG com resultado normal. Também vale levar ao médico qualquer laudo de EEG com alteração, para que ele seja lido junto com a sua história. A página sobre epilepsia traz mais informações.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Não. O EEG não dói e não passa corrente elétrica pelo corpo. Os eletrodos só captam os sinais que o próprio cérebro produz.
O EEG de rotina costuma levar cerca de uma hora, contando a colocação dos eletrodos e o registro. Exames com sono, prolongados ou com vídeo demoram mais, conforme o protocolo de cada serviço.
Em geral, não. Os remédios devem ser mantidos, a não ser que o médico que pediu o exame oriente outra coisa. Parar remédio para epilepsia por conta própria pode provocar crises.
Não. O EEG mostra a atividade elétrica do cérebro ao longo do tempo. A ressonância mostra a estrutura, a anatomia do cérebro. Na investigação da epilepsia, um exame costuma completar o outro.
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